ACAMPAMENTO MLEAL
 

Shalom queridos,

Gostaria de fazer agora um pequeno, mas um pequeno mesmo resumo de “tudo” quanto o Senhor fez e falou em nosso acampamento. Claro que este relato não retrata a grandeza de cada experiência, mas serve para transmitir algumas das nossas experiências. Valeu a pena os desafios, lutas, confrontos que passamos nestes últimos 40 dias, pois o Senhor nos levou a um novo nível como igreja. Tudo começou com a quebra de estruturas em algumas pessoas, pois alguns estavam com a expectativa de que somente os pastores (Artilano e eu) ministrassem, mas aprouve ao Senhor escolher quatro intercessores para compartilhar sobre suas experiências nestes 40 dias de consagração.

A primeira a ministrar foi Deborah, que trouxe luz ao entendimento das pessoas do que seria uma vida de desejo ardente pelo Senhor. Mas ela não ministrou como mulher natural, ela ministrou debaixo de uma unção profética, sendo a realidade do que ela estava ministrando. Não me recordo de ter visto Deborah ministrar como neste acampamento, ela estava inflamada de desejo, e por causa da realidade que havia nela, a igreja foi atingida. Depois Carla foi ministrar, mas imagine uma pessoa quebrada por Deus... Ela ministrou sobre as diversas reações da alma diante de um confronto. Esta palavra que Carla trouxe não só fez a mim e a Artilano, mas como toda a igreja chorar, no momento em que ela compartilhou uma experiência de sua vida, em que o Senhor mostrou a ela que ela deveria ser como a águia em seu processo de perda das penas. Até aí “tudo bem”, perder as penas, apesar de ser dolorido, trazer uma aparência feia, por conta da nudez, mas na hora de quebrar o bico, foi o momento crucial, pois ela disse em lagrimas: O bico não Senhor!!! Você pode imaginar a situação de uma águia sem penas e ainda sem o bico? Este bico representa o que temos de mais precioso aos nossos olhos, coisas de que não conseguimos nos separar. Depois foi Kelmer que ministrou, compartilhou sobre a diferençaa entre a rainha Vasti e Ester. Por último foi Aline, que compartilhou sobre negligência. Todos eles ministraram em Deus e por isso a igreja foi totalmente atingida.

Mas quero compartilhar dois momentos específicos em que ministrei, embora tenha ministrado em todos os turnos do acampamento... O primeiro foi quando debaixo de uma unção profética “fiz” com que a igreja sentisse a necessidade de ser levantada numa posição de gerar com dores de parto, gemidos inexprimíveis, e com contrações a Igreja Ester, falei já experimentando os gemidos, pois não é fácil hoje esta Ester ser levantada, pois a Ester de Assuero era apenas uma mulher. Mas em nosso contexto é bem diferente, são milhares e milhões de pessoas a serem levadas ao nível de ser apenas uma.

Você pode imaginar milhares de africanos, milhares de americanos, milhares de Japoneses, milhares de brasileiros, milhares de árabes, milhares de judeus, milhares de Alemães, milhares de coreanos, milhares de indígenas, milhares de nômades... Além de Milhares de Ricos, milhares de pobres, milhares de cultos, milhares de incultos, milhares de pretos, milhares de brancos, milhares de ruivos, milhares de pardos... Culturas, hábitos, gostos, preferências, totalmente contrárias. Veja o sofrimento do Espírito Santo, para levantar esta Ester hoje, no contexto de vida tão independente do século XXI. Mas eu creio que esta Ester será levantada em nossa geração e é por isso que o Espírito tem gemido em nós.

A igreja nesta hora foi atingida e recebeu este encargo de ser um verdadeiro intercessor e isso tem sido perceptível esta semana na sala de oração. Hoje eu posso dizer: “vocês intercedem e eu vejo”. É maravilhoso estar neste nível onde como liderança humana ficamos vendo eles operarem no reino espiritual, onde as coisas acontecem. Estou como aqueles que sonham. É maravilhoso tirar as nossas harpas dos salgueiros e adorá-Lo.

O outro momento foi dentro de João capítulo 17. Na adoração subiu ao meu coração o versículo que diz: “PARA QUE ONDE EU ESTIVER ESTEJAM ELES TAMBÉM”. Quando esta palavra subiu ao meu espírito eu abri João 17 e fui ler este versículo, mas não sei porque comecei lendo a partir do verso 1 e fui lendo e a medida que lia Ele ia abrindo os nossos olhos, o que vinha ao meu coração era a mesma realidade dos discípulos no Caminho de Emaús, quando Jesus falava com eles o coração deles ardia e só puderam entender isso quando o Senhor partiu o pão. Queridos, a leitura deste texto saía como fogo e muito quebrantamento e a igreja recebia no coração como lenha seca. E quando eu li o versículo 3 os Céus foram abertos completamente: “E A VIDA ETERNA É ESTA: QUE TE CONHEÇAM A TI! QUE TE CONHEÇAM A TI! QUE TE CONHEÇAM A TI...”

Queridos, essas palavras foram repetidas até que as mesmas foram absorvidas totalmente pela igreja. Foi um momento de arder no coração de cada acampante naquele lugar. Eu fui transfigurada, nesta hora, este foi o testemunho de várias pessoas após a reunião. Este conhecer aqui (não é o guinosco e SIM o ROIDAR) não está falando de um mero conhecimento intelectual, mas está falando de um conhecimento experimental, de uma experiência não apenas a nível de novo nascimento, mas de uma experiência de conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor. Um dia Jó disse: “EU TE CONHECIA DE OUVIR FALAR, MAS HOJE MEUS OLHOS TE VÊEM”. Podemos ver nestes dias de encontro esta realidade, de uma igreja que viu o Senhor. Uma igreja que pode dizer o que Isaías disse: “OS MEUS OLHOS VIRAM O SENHOR”.

Eu nada posso acrescentar sobre essa palavra, pois, Ela fala por si só, a única coisa que posso dizer é que essa palavra foi liberada debaixo de muita unção e presença de Deus, de forma que entrou na Igreja como espada de dois gumes. Espero que vocês leiam o que não pode ser escrito... A Igreja Ester viverá neste nível de conhecimento, pois ela experimentará ainda aqui na terra as recâmaras do Rei. Confiram nesta página alguns testemunhos, não só meu, mas dos que participaram conosco deste acampamento, que foi muito mais que um acampamento onde as pessoas se reúnem para se confraternizar, foi uma confraternização com o Senhor. Confraternizar é conviver afetuosamente, é manter relação, é ter sentimentos e opiniões iguais.

Foram dias onde fomos confrontados, desnudados, alimentados, apascentados, fortalecidos, mas isso tudo em meio a manifestação dEle. Querido, esta presença faz toda a diferença... É isso que traz beleza para o ambiente. Havia um espírito de concentração nas pessoas, havia desejo ardente e intenso por Ele, as expectativas estavam voltadas para Ele. Ele se fez presente porque foi desejado, foi atraído por um povo determinado a desejar, buscar e manifestar Ele.

Houveram muitos momentos fortes, tanto na adoração como na ministração da palavra e seria até injusto da minha parte numerar cada um deles, pois cada um teve específica eficácia. Mas dentre tantas coisas que Ele ministrou ao nosso coração, uma delas é que em meio a adoração a Noiva está sendo coberta da sua nudez. Só precisa ser coberto algo que está descoberto. Certa ocasião o Senhor me deu um sonho: Eu via a Noiva do Cordeiro neste sonho, porem Ela estava sem parte da sua roupa, ou seja, havia ainda nudez nela, e o Senhor me falou: “Filha, é preciso que haja muito louvor e muita adoração, para que haja tecidos para as vestes”. E comecei a adorar no sonho, e à medida que eu adorava, eu via tecidos dourados que cobriam parte da nudez da noiva.

Queridos creio absolutamente, que o desejo dEle é cobrir esta nudez que está sobre a Igreja, mas isso só será feito a partir de um povo que adora não distante, mas adora perto, adorar a Ele nEle, consegue entender? Esses foram dias onde o Senhor encheu nossas vidas de DESEJO por ELE.

Ainda podemos ouvir a ministração do Espírito: Desejai ardentemente; Desejai como crianças!!! Quem deseja Exprime (Mostra com a fisionomia, Revela, Transparece, Convence a DEUS e aos homens)!!! Creio que cada pessoa voltou do acampamento com uma porção dobrada de Desejo por DEUS! Esse desejo foi gerado, implantado na igreja nesses dias, Gloria a Deus! Uma palavra que também marcou muito foi a de mostrar a veracidade das nossas palavras quando somos provados. É verdade, cantamos tantas coisas para DEUS, fazemos tantas declarações para ELE em meio a adoração; mas nem sempre provamos na prática a veracidade dessas palavras, muitas vezes ainda somos como Pedro, que declarou tanto que não negaria ao Mestre, mas na hora da prova, falhou, não conseguiu cumprir com suas palavras. Mas Gloria a DEUS nesses dias de acampamento o SENHOR nos deu uma chance, uma oportunidade maravilhosa e graciosa de mudança! Uma outra palavra que também Ele trouxe foi, sobre uma Igreja que “desperdiça” louvor para DEUS, que ministra louvor excessivamente. Como a mulher do vaso de alabastro, que aos olhos dos homens ela estava desperdiçando o ungüento, mas aos olhos de Jesus, ela estava praticando uma boa ação, que segurança para nós!! Os religiosos podem até nos criticar, mas para nós importa agradar ao SENHOR, Gloria a DEUS, como ministério, temos praticado essa boa ação para com o SENHOR.

E eu creio que da mesma maneira que Jesus recompensou aquela mulher Ele vai nos recompensar. “Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo mundo, também será referido o que ela fez para memória sua”. Outra coisa que o Senhor ministrou neste encontro foi a diferença entre Vasti e Ester. Para compartilhar com riqueza de detalhes por aqui é praticamente impossível, mas o principal é a diferença gritante entre elas: O DESEJO PELO REI. A rainha Vasti, quando convidada para entrar na presença do rei, se recusou, pois estava se entretendo, se distraindo com coisas banais, desprezando assim o privilégio de estar com o rei. Não é assim que tem acontecido com a Igreja dos nossos dias? Onde as pessoas não ardem em desejo por estar na presença do Rei, e recusam o Seu chamado? A realidade que podemos ver na igreja atual é a mesma que se deu com a rainha Vasti, que pelo fato de estar se entretendo, desprezou estar diante do rei, e como conseqüência perdeu o privilégio de uma vez para sempre de estar diante do rei e foi expulsa do palácio. Já Ester, ficou um ano inteiro se preparando, se perfumando, se adornando, para que estivesse pronta na hora em que fosse chamada para satisfazer o coração do seu rei.

Creio que o Senhor mesmo é quem vai levantar esta Igreja Ester nos nossos dias. Que o Senhor nos livre a cada dia dessas características de Vasti e nos faça ser uma igreja modelo Ester. Que se deixou ser preparada por Hagai, e por achar graça aos olhos de Hagai, extraiu dele aquilo que agradava ao rei. O Hagai de hoje é o Espírito, que nós possamos achar graça aos olhos do Espírito Santo, para que ELE nos prepare para o encontro com o SENHOR, nosso Rei.

Para finalizar quero ainda compartilhar uma palavra rica que Artilano trouxe sobre o rei Asa (2 Crônicas 15:2), em síntese foi: Enquanto ele, Asa, buscasse ao Senhor ele o acharia, mas se deixasse de buscar o Senhor se afastaria dele. E infelizmente foi isso que aconteceu com o rei Asa. O que podemos dizer que tudo isso foi escrito para aviso nosso. Deus hoje tem nos avisado através de Sua palavra e dos seus íntimos, íntimos pastores, íntimos profetas, íntimos mestres, íntimos apóstolos, íntimos evangelistas, íntimos adoradores, íntimos intercessores.

Não basta ter o dom é preciso ser íntimo. É preciso estar nesta posição, neste nível de intimidade com Ele. É preciso estar no cume do monte, é preciso estar na tenda da revelação, é preciso subir ao terceiro Céu...

Queridos, na verdade, tudo aqui é nada para o que foi na realidade. É um pequeno flash, para que vocês estejam nos acompanhando mesmo à “distância”.

Um grande abraço,

Pastora Rita


Testemunhos:

Pr. Robério Alves (Igreja Comunhão Cristã do Jardins - SP)

Adriel Fonseca (Levita)

Cinthia Fontes (Intercessora)

Izabelle Andrade Menezes (Jovem MLeal)

Marcos Felipe Cavalheiro Menezes (Jovem MLeal)

Patrícia Fontes de Andrade (Intercessora)

Tatiane Guimarães (Intercessora)

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**2008**


Ano da liberdade no Senhor


"E conhecereis a verdade e a verdade vos livertará" João 8:32